domingo, 28 de abril de 2013

Acaso fortuito ou sorte (CARMO, J. A. , 1999)

Ninguém entra no mundo sorrindo
é sina da pobre humanidade;
em protesto entramos chorando,
- nos espera dor e falsidade.

São vítimas ricos e pobres,
deste acaso fortuito ou sorte;
que nos causa tanta ilusão,
do berço frágil até a morte.

Os flagrantes que a vida espelha,
cintilando raios de esperança;
são quimeras - brinquedos de criança.

A vida se esvai como vapor,
- temerário trajeto de um grito
que se ouve e se perde no infinito.

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