sábado, 27 de abril de 2013

Pandemônio

Num súbito instante de inspiração
Aparece essa poesia que parece não ter fim
Infinita por si mesmo, por ter surgido assim,
Num instante tão vazio, sem amor, sem ação.

Poesia discreta, que me apareceu por sua causa
Você é a causa. E que causa? Por que causa?
Por que apareceu agora?
Por que nessa hora, que me parecia tão vazia?

Então me encontro aqui, sozinha
Lembrando que um momento eu te queria
E depois te desprezei.
Por que? Não sei.

Sua loucura já não me parece louca
E aquilo que já foi importante, agora é supérfluo.

Vamos sair daqui, para uma dimensão só nossa.
Onde não haja princípios nem julgamentos
Onde possamos fazer o que quisermos
Sem consequências.

Mas o que é a vida senão
Um mar de consequências das nossas escolhas?
Tudo o que podemos fazer é andar
E tentar não olhar para trás.
E assim, quem sabe, não nos arrependermos

Daquilo que foi feito jamais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário