domingo, 28 de abril de 2013

Não volto nunca mais (CARMO, J. A, 1999)

Lá estou - ninguém ouve mais meu grito;
caminho impávido pelas sombras do infinito.

Nesta infinda e retilínea ponte
busco o imensurável horizonte.

Ninguém sabe os sonhos que acalento
atrás do véu azul ou no soprar do vento.

Liberto agora de tantos ismos
amo e venero esse mutismo.

Desterrado deste amargo chão
lá estou apagando a efêmera ilusão.

Longe das mentiras deste mundo de cinismo
bendigo e exalto o ostracismo.

Entro neste exílio sem medo
e não compartilho mais o meu segredo.

Fui banido dentre os seres mortais...
me esqueçam - não volto nunca mais.




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