Lá estou - ninguém ouve mais meu grito;
caminho impávido pelas sombras do infinito.
Nesta infinda e retilínea ponte
busco o imensurável horizonte.
Ninguém sabe os sonhos que acalento
atrás do véu azul ou no soprar do vento.
Liberto agora de tantos ismos
amo e venero esse mutismo.
Desterrado deste amargo chão
lá estou apagando a efêmera ilusão.
Longe das mentiras deste mundo de cinismo
bendigo e exalto o ostracismo.
Entro neste exílio sem medo
e não compartilho mais o meu segredo.
Fui banido dentre os seres mortais...
me esqueçam - não volto nunca mais.
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